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Infantil

                Como os adultos, as crianças muitas vezes podem apresentar conflitos de ordem emocional, e, na maioria das vezes nos mostram através de inúmeras formas, como: dificuldades de aprendizagem, isolamento social, agressividade, dificuldades de concentração, comportamentos inadequados, ganho/perda de peso e tantos outros específicos de cada situação.

                Com frequência as crianças chegam ao consultório encaminhadas pela escola, pois os profissionais que lá atuam possuem um conhecimento acerca do desenvolvimento infantil amplo e desta forma identificam comportamentos como disfuncionais para a criança. Já em outras situações também são os pais que trazem estas queixas de casa e solicitam atendimento a seus filhos. Em alguns casos com dúvidas se a demanda é passível de acompanhamento terapêutico ou não. O critério a ser verificado então junto aos pais refere-se a frequência, intensidade e duração do dito “comportamento-problema”.

                Basicamente, a principal diferença no tratamento psicoterapêutico infantil é a forma de comunicação entre criança e terapeuta. Enquanto os adultos verbalizam sobre o que pensam, sentem e são capazes de elaborar narrativas complexas, as crianças brincam. E, será dessa forma que será conduzida a terapia. Através do brincar, de histórias, metáforas, desenhos, e conforme for possível em cada atendimento simbolizar como a criança organiza e vê o mundo, as pessoas e as relações que vivencia.

                Desta forma, imprescindível será uma primeira entrevista com os pais/responsáveis, que poderão elaborar o problema apresentado pela criança dentro de determinado contexto, com relatos de observações mais detalhadas. Após a entrevista com os pais e os primeiros atendimentos com a criança, a participação dos pais continuará sendo fundamental para o bom andamento do processo terapêutico, pois também irão atuar como agentes terapêuticos em eventuais “tarefas de casa”, e/ou outras situações que se fizerem necessárias.

                Não há como precisar um prazo para intervenção, pois cada sujeito apresenta suas peculiaridades que implicarão no andamento do processo.

Mariana Bassan